JOÃO
CARLOS DI GENIO
O noticiário sobre
o estelionato sofrido pelos herdeiros do magnata João Carlos Di Genio me leva a lembrar este meu
concorrente estudantil. O Di Gênio e eu, na mesma época, passamos em 1º lugar
no concurso vestibular para a medicina, ele na USP e eu na UFMG. E fomos
primeiros em duas faculdades. Nossa proeza nos levou a criar cursos
vestibulares que ensinassem vestibulandos a conquistarem pódio igual. O curso
dele veio a ser uma megaempresa e o meu foi o contrário, ou seja, gratuito no
diretório acadêmico, para vestibulandos carentes. O cursinho dele começou como
Cursinho Objetivo, que se agigantou, tornando se uma universidade, a Unip,
gigantesca. O meu, e de meus comparsas Marcos de Mares Guia, Angelo Machado,
Guilherme Cabral, Lineu Freire Maia, Armando Gil Almeida Neves, Sebastião
Pereira e Jader Siqueira, fez tanto sucesso que se bifurcou na unidade
universitária Colégio Técnico da UFMG e no curso lucrativo Pitágoras. Este se
agigantou como megaempresa também, chegando a mulinacional.
No início da
explosão dos cursos de medicina de fim de semana, avisei a meu amigo Adib
Jatene que seu ex-aluno Di Genio e Drauzio Varella estavam fundando o curso
médico do Objetivo. Para isso faziam lobby no então corrupto Conselho Federal
de Educação. O Adib procurou o Di Genio e este adiou o processo. Mais tarde
Jatene e eu fomos convidados pelo Di Genio para um jantar com o Florestan
Fernandes, eleito deputado com apoio dele. Era para concordarmos com a criação
do curso, com a alegação de que seria de ponta, obedecendo as ideias
pedagógicas do Adib, ou seja, minhas. Meu amigo foi e eu me recusei.
