João Amílcar Salgado

terça-feira, 4 de agosto de 2026

 


OS GURUS DO FINAL DA DÉCADA

DEVEM SER LIDOS E VISTOS POR JOVENS INTELIGENTES

O YOUTUBE TEM ENTREVISTAS DOS TRES

MÁRCIO POCHMANN ESCREVEU O LIVRO O NOVO SUJEITO COLETIVO

JOSÉ KOBORI ESCREVEU O EBOOK O IMPACTO DOS EVENTOS EM SUA VIDA

JESSÉ DE SOUZA ESCFREVEU O LIVRO O POBRE DE DIREITA – A VINGANÇA DOS BASTARDOS

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 


COMO A PF DESMONTOU ESQUEMA BILIONÁRIO NA MINERAÇÃO DE MG | PODCAST UOL

https://youtu.be/urhsV02wv58

terça-feira, 30 de junho de 2026

 

NELSON ARAÚJO DOUTOR HONORIS CAUSA EM LAVRAS


JOÃO AMÍLCAR SALGADO

O jornalista Nelson Araújo, âncora do programa Globo Rural, foi agraciado com o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal de Lavras, em 23/6/2026. Nada mais merecido. O serviço que o Nelson e seu parceiro José Hamilton Ribeiro prestaram à agricultura brasileira é imensurável. Tive o raro prazer de manter ótimos encontros com o Nelson e com o Zé.  Um belo dia topo com o Nelson na fazenda  Jaguara Velha onde almoçamos ele, o Ajax, a Leila e eu. Ali no Rio das Velhas esperávamos os caiaques da expedição que em 2017 recapitulou a de Burton ocorrida em 1867. Nos dias 28, 29 e 30 de setembro e 01 de outubro de 2017, pelo Projeto Manuelzão, três navegadores percorreram de caiaque os 804 km do rio, para avaliar sua degradação e interagir com as comunidades ribeirinhas. Na conversa com o Nelson, disse a ele de sua provável origem mineira. Posteriormente lhe mandei o estudo de minha prima Maria Ãngela Araújo Caiafa Lagoa sobre nossos Araújos e também exemplares de meus livros.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

 

POSTAGEM DE CARLOS AMÍLCAR SALGADO


Em 30/5/26, participei da reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), espaço estratégico de pactuação do Sistema Único de Saúde, onde União, estados e municípios constroem conjuntamente os caminhos da saúde pública brasileira.

A reunião foi marcada por decisões relevantes para o fortalecimento do SUS, entre elas a pactuação de uma política inédita de atenção à população em situação de rua, reafirmando o compromisso do sistema com a equidade, a inclusão e a proteção das pessoas em maior vulnerabilidade social.

Também avançamos na modernização da Assistência Farmacêutica em Oncologia, com a pactuação de diretrizes que contribuirão para ampliar a organização, a segurança e a continuidade do acesso aos medicamentos oncológicos em todo o país.

Outro destaque foi a instituição da Câmara Técnica de Dispositivos Médicos, que apoiará a estruturação dos investimentos estratégicos nessa área para o SUS.

Ao final da reunião, o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, anunciou a desospitalização dos últimos internos do antigo Hospital Colônia de Barbacena, um dos símbolos mais dolorosos da história da assistência psiquiátrica brasileira.

Na sequência, leu o “Discurso para todos os homens, exceto os loucos”, inscrito em uma placa do Museu da Loucura, em Barbacena.

Nesse momento, fui tomado por profunda emoção, pois esse poema é de autoria de meu pai, João Amílcar Salgado.

A obra aborda a exclusão no contexto do desenvolvimento da civilização, evidenciando a falta de solidariedade e o isolamento imposto aos loucos.

Transcrevo aqui em sua íntegra o poema:

“Discurso para todos os homens, exceto os loucos

Quando o homem teve consciência de que dominava a agricultura, ele condenou o infanticidio, exceto o assassinato da criança louca.

Quando o homem teve consciência de que era capaz de civilizar-se, ele condenou o homicídio, exceto o assassinato do adulto louco.

Quando o homem teve consciência de que fazia parte do gênero humano, ele inventou a solidariedade, exceto para com o homem louco.

Quando o homem propôs indulgência para quem beijasse uma ferida, ele inventou o hospital, exceto o asilo de loucos.

Quando o homem levou milhares de anos para ter consciência de sua razão, ele ousou declarar universais os direitos de qualquer homem, exceto os dos loucos.

Quando o homem teve consciência de que os agrupamentos humanos dispunham cada vez mais de conforto e lazer, maior foi sua necessidade de se livrar da presença e até da lembrança dos loucos - daí que a segregação dos loucos é intrínseca e não contraditória a modernização da sociedade".

Há momentos em que a história institucional e a história pessoal se encontram.

Ontem foi um deles!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

 


O DILEMA DE MARCO RUBIO

 

João Amílcar Salgado

 

Em outubro de 1983, os EUA bombardearam a ilha de Granada no Caribe. Foi um vexame para o presidente Ronald Reagan, pois atingiram um hospital ligado a uma faculdade de medicina estadunidense offshore e mataram alguns ianques que estavam na ilha. Isso aconteceu um ano depois da Guerra das Malvinas, quando a Inglaterra bombardeou impiedosamente militares da ditadura argentina. Margaret Thatcher ficou de saia justa, pois moralmente deveria ter bombardeado em revide os invasores de sua ex-colõnia. Hoje suspeita-se que, na conversa cordial, entre Trump e Xi, este deve ter comentado com aquele: se você invadir Cuba não protestaremos, ao contrário, seria um ótimo pretexto para invadirmos Taiwan. Seria a saia do Trump que ficaria justa.

Em 1983 surpreendi gente da OPAS/OMS e da fundação Kellogg com a novidade de que os EUA, em vez de coibirem as faculdades lucrativas de medicina as estavam canalizando para empreendimentos offshore, um deles em Granada. Para a invasão da ilha, esqueceram de avisar Henry Kissinger, o diabólico arquiteto de tantos outros crimes, que estava por trás do extemporâneo bombardeio. Um surpreso especialista disse que eu estava delirando, pois era a primeira vez que ouvia a palavra offshore. Dias depois veio pedir-me desculpas, pois acabara de ser informado de um projeto de curso de medicina offshore na Amazônia.

A coisa já existia no mundo financeiro, em que os paraísos fiscais não passam de escape offshore para ladrões de grande porte. Minas Gerais cedo conheceu o paraíso fiscal luxemburguês. A serviço dos paraísos fiscais foram inventadas as fintechs e as criptomoedas, inclusive oportunas  aproveitadoras da IA. E estamos agora estarrecidos com o offshore inverso. Os EUA de Trump é o offshore bilionário de bandidos de todas as espécies e de todos os países.  Neste momento, há grande expectativa de que Marco Rúbio, filho de exilados cubanos, com base na simetria Cuba/Taiwan, declare terroristas as máfias italiana, russa, chinesa e japonesa, juntamente com os carteis mexicanos e colombianos – todos com ramificação dentro dos EUA.

Na foto. GRANADA, REAGAN, THATCHER, KISSINGER, XI e TRUMP

 

 

 

sexta-feira, 15 de maio de 2026

 


CRITÉRIOS PARA A INSTALAÇÃO DE UM CTI

João Amílcar Salgado

O Luiz Eduardo Miranda Gonzaga, colega e amigo, me perguntou sobre o critério para a criação de um CTI. Respondi que o único critério é a necessidade. Vamos lembrar o surgimento da tecnologia médica. Os instrumentos de madeira, osso, pedra ou metal, foram desenvolvidos ao longo dos milênios, como  a pinça, a sonda, a seringa, a lanceta, a ventosa, o sarjador, o termômetro, o estetoscópio, o bulbo, a lupa, o esfigmomanômetro, o eletrocardiógrafo e os endoscópios. Cada invenção ou cada aperfeiçoamento era avaramente trancado contra o furto ou a cópia - e com o fim de algum lucro. Aos poucos eram simplificados para afinal serem acondicionados na maleta do terapeuta. Um de meus estudos, para a tese de doutorado, foi sobre tecnologia simplificada e descentralizável ou periferizável. Eu mesmo participei do advento da periferização do laboratório clínico e da miniaturização do eletrocardiógrafo, bem como da busca do ultrassonógrafo manual e da flexibilização do endoscópio. Ainda não atingimos o mesmo para a tomografia. Como antes referi, participei da instalação do primeiro CTI brasileiro na UFMG, e, nele, do primeiro tratamento intensivo, com sucesso, de tétano grave e ainda os primeiros  casos de ofidismo e raiva. Também instalamos o primeiro tratamento intermediário, depois chamado semi-intensivo. Um dos primeiros pacientes era nepomucenense, como o do tétano.  Os tratamentos intensivo, semi-intensivo e básico compõem o Cuidado Progressivo do Doente defendido pela OPAS/OMS, de que me tornei referência.

Respondi ao Luiz, admirável combatente pela atenção à saúde, que o único critério é a necessidade, mas, na medicina comercial, os planejadores só instalam um CTI, em algum lugar menor ou remoto, se o lucro certo for bem alto.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

 


REGINALDO LOPES

João Amílcar Salgado

No dia do trabalho de 2026, Nepomuceno recebeu condignamente a visita do deputado federal Reginaldo Lopes, acompanhado de correligionários e amigos. Foi recepcionado na Câmara e participou de um churrasco na residência de seu fraterno companheiro de governo federal, Carlos Amílcar. Após o evento no legislativo, fez questão de visitar a Santa Casa. Mostrou-se particularmente impressionado com os efeitos da alta dotação oferecida pelo Dr Carlos. Ficou tão entusiasmado que ofereceu de sua parte a verba adicional necessária para dotar nossa cidade de um CTI, dentro dos próximos meses. Como participante do atendimento ali, desde os tempos de estudante de medicina, fiquei emocionado com a concretização desse imprescindível avanço tecnológico, sugerido por mim desde antes da pandemia. Lembro que, logo eu, um dos fundadores do primeiro CTI completo do país, patrocinado pela OPAS/OMS, em 1969. Foi então que internei ali um caso grave de tétano em um menino nepomucenense, o primeiro tétano salvo em CTI no Brasil.   Faço mais uma sugestão. Que, na inauguração do CTI, o brilhante deputado Reginaldo Lopes seja brindado com o título de cidadão honorário desta cidade, este estimadíssimo nosso quase conterrâneo, nascido na cidade vizinha e irmã de Bom Sucesso. Culto, excelente orador, muito hábil no diálogo político e elogiado até por adversários.