O DILEMA
DE MARCO RUBIO
João
Amílcar Salgado
Em outubro de 1983, os EUA bombardearam a ilha de Granada no Caribe.
Foi um vexame para o presidente Ronald Reagan, pois atingiram um hospital
ligado a uma faculdade de medicina estadunidense offshore e mataram alguns
ianques que estavam na ilha. Isso aconteceu um ano depois da Guerra das
Malvinas, quando a Inglaterra bombardeou impiedosamente militares da ditadura
argentina. Margaret Thatcher ficou de saia justa, pois moralmente deveria ter
bombardeado em revide os invasores de sua ex-colõnia. Hoje suspeita-se que, na
conversa cordial, entre Trump e Xi, este deve ter comentado com aquele: se você
invadir Cuba não protestaremos, ao contrário, seria um ótimo pretexto para
invadirmos Taiwan. Seria a saia do Trump que ficaria justa.
Em 1983 surpreendi gente da OPAS/OMS e da fundação Kellogg com a
novidade e que os EUA, em vez de coibirem as faculdades lucrativas de medicina as
estavam canalizando para empreendimentos offshore, um deles em Granada. Para a
invasão da ilha, esqueceram de avisar Henry Kissinger, o diabólico arquiteto de
tantos outros crimes, que estava por trás do extemporâneo bombardeio. Um
surpreso especialista disse que eu estava delirando, pois era a primeira vez
que ouvia a palavra offshore. Dias depois veio pedir-me desculpas, pois acabara
de ser informado de um projeto de curso de medicina offshore na Amazônia.
A coisa já existia no mundo financeiro, em que os paraísos fiscais
não passam de escape offshore para ladrões de grande porte. Minas Gerais cedo
conheceu o paraíso fiscal luxemburguês. A serviço dos paraísos fiscais foram
inventadas as fintechs e as criptomoedas, inclusive oportunas aproveitadoras da IA. E estamos agora
estarrecidos com o offshore inverso. Os EUA de Trump é o offshore bilionário de
bandidos de todas as espécies e de todos os países. Neste momento, há grande expectativa de que Marco
Rúbio, filho de exilados cubanos, com base na simetria Cuba/Taiwan, declare
terroristas as máfias italiana, russa, chinesa e japonesa, juntamente com os
carteis mexicanos e colombianos – todos com ramificação dentro dos EUA.
Na foto.
GRANADA, REAGAN, THATCHER, KISSINGER, XI e TRUMP

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