João Amílcar Salgado

sábado, 11 de abril de 2026

 


JOÃO CARLOS DI GENIO

O noticiário sobre o estelionato sofrido pelos herdeiros do magnata João Carlos  Di Genio me leva a lembrar este meu concorrente estudantil. O Di Gênio e eu, na mesma época, passamos em 1º lugar no concurso vestibular para a medicina, ele na USP e eu na UFMG. E fomos primeiros em duas faculdades. Nossa proeza nos levou a criar cursos vestibulares que ensinassem vestibulandos a conquistarem pódio igual. O curso dele veio a ser uma megaempresa e o meu foi o contrário, ou seja, gratuito no diretório acadêmico, para vestibulandos carentes. O cursinho dele começou como Cursinho Objetivo, que se agigantou, tornando se uma universidade, a Unip, gigantesca. O meu, e de meus comparsas Marcos de Mares Guia, Angelo Machado, Guilherme Cabral, Lineu Freire Maia, Armando Gil Almeida Neves, Sebastião Pereira e Jader Siqueira, fez tanto sucesso que se bifurcou na unidade universitária Colégio Técnico da UFMG e no curso lucrativo Pitágoras. Este se agigantou como megaempresa também, chegando a mulinacional.

No início da explosão dos cursos de medicina de fim de semana, avisei a meu amigo Adib Jatene que seu ex-aluno Di Genio e Drauzio Varella estavam fundando o curso médico do Objetivo. Para isso faziam lobby no então corrupto Conselho Federal de Educação. O Adib procurou o Di Genio e este adiou o processo. Mais tarde Jatene e eu fomos convidados pelo Di Genio para um jantar com o Florestan Fernandes, eleito deputado com apoio dele. Era para concordarmos com a criação do curso, com a alegação de que seria de ponta, obedecendo as ideias pedagógicas do Adib, ou seja, minhas. Meu amigo foi e eu me recusei.

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