João Amílcar Salgado

terça-feira, 15 de março de 2022

 


AINDA SOBRE JANUÁRIO GARCIA E LUÍS GARCIA

João Amílcar Salgado

O 7ORELHAS foi personagem muito cedo de minhas lembranças, na farmácia de meu pai. Ali era o reduto de Garcias, Rodrigues, Menezes, Junqueiras e Amorellis - gente autora de tropelias e que gostava de relembrá-las. Se eu tivesse idade para anotar tudo, daria uma antologia fantástica. Assim, as façanhas do Januário e do Luís são apenas uma fração dessa crônica. Foi ali que tive notícia do regresso do Orelhas para sua fazenda, episódio que só consta de meu livro O RISO DOURADO DA VILA (2003). Assim é fácil alcançar minha emoção, quando no grande e repleto auditório da universidade em Campo Grande, MS, iniciei minha conferência falando que muita gente do sul de Minas migrara para ali. Meu colega de turma e parente, Fábio Ribeiro Monteiro, de Guaxupé, astro da medicina local, observou então que o MS está cheio de Ribeiros, Correas, Vilelas, Garcias e até Salgados. Nisso, ele dizia um sobrenome e as mãos se levantavam. Isso me levou a pesquisar o Sertão dos Garcias, MS, Vilelas de Coxins, MS, bem como as famílias de meus colegas Willon Garcia de Carvalho e Eli Bonini Garcia, GO. Vejam ALBUM GARCIA LEAL:- https://eusougarcialeal.wordpress.com ou eliogarcia@superig.com.br.

 O estudo dos Garcia deve englobar - além dos Garcia Frade e dos Garcia Leal - os primos Garcia Velho, Garcia Leão, Resende, Correa e outros. O rival em fama do Januário Garcia Leal é, como mencionei antes, Luís Garcia Leão, morto em Paíns, e que já conta com um filme biográfico, coisa que falta ao outro. Houve proposta frustrada para que  Braz Chediak Neville dAlmeida e Selton Melo (este descendente da irmã de Mateus, fundador da Vila) e outros realizassem a fita. Estudo imprescindível, também, é sobre o irmão de Mateus, o padre Manoel Gonçalves Correa. Seria o descobridor dos poços das “águas caldas”, teria inspirado o texto do padre Feijó sobre celibato e trazia o sobrenome divergente por promessa da mãe Júlia, para que fosse menos mulherengo que os irmãos -  mas, mesmo ordenado, teve numerosa prole.

sexta-feira, 11 de março de 2022

 


LUÍS GARCIA

LUÍS GARCIA, FAÇANHUDO QUE RIVALIZOU EM FAMA COM O 7 ORELHAS (JANUÁRIO GARCIA)  

É DEVER DOS GARCIAS CONHECER SUA HISTÓRIA

RECEBI ESTA FOTO DE MEU ILUSTRE COLEGA, O HISTORIADOR JOSÉ ALEIXO GARCIA

VEJAM O FILME SOBRE ELE:

 https://youtu.be/LNowxEW2_W4

quinta-feira, 10 de março de 2022

 


CAETANO VELOSO VAI A BRASÍLIA EM ATO A FAVOR DO MEIO AMBIENTE E DAS TERRAS INDÍGENAS

 

https://youtu.be/01SXiPnLT2w

 

 


JUIZO FINAL, O PODER DA CRIAÇÃO & LAMA NAS RUAS

João Amílcar Salgado

        Fascino-me com trechos criativos de poetas e compositores populares. Exemplo são as composições que denominei O TRIO ESTELAR DO SAMBA: Juizo Final de Nelson Cavaquinho e Élcio Soares, O Poder da Criação de João Nogueira e Paulo Sérgio Pinheiro e Lama nas Ruas de Almir Guineto e Zeca Pagodinho.

Por outro lado, no livro O RISO DOURADO DA VILA (2003), faço um paralelo entre Vinícius de Moraes e Nelson Cavaquinho, quando se referem à eternidade do amor.

Conforme Vinícius,

[Que} “Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.”

Conforme Nelson,

“O amor será eterno novamente”

 

Garanto: nenhum filósofo que tratou da duração das coisas se aproximou do alcance semântico de tais versos.

 

JUIZO FINAL

https://youtu.be/FHicis8X3Ek

PODER DA CRIAÇÃO

https://youtu.be/AlkMpd2W3SU

LAMA NAS RUAS

https://youtu.be/elOWyFYTb78

segunda-feira, 7 de março de 2022

 

 DESENREDO


João Amílcar Salgado

DESENREDO é uma Canção de Dori Caymmi (com letra de Paulo Sergio Pinheiro), destinada a homenagear sua mãe mineira Adelaide Tostes, de nome artístico Stella Maris.

A melodia desta canção, cantarolada por Adelaide desde menina, é provavelmente do folclore açoriano e era cantarolada em Nepomuceno

https://youtu.be/k-rFnhcNbX0

https://youtu.be/F5FZP0ytEuw

 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

 


JOÃOZINHO E MARIA

João Amílcar Salgado

A história de JOÃOZINHO E MARIA foi contada a minha irmã e a mim, logo depois de meus três anos. As pessoas comentavam que, se eu e minha irmã éramos Joãozinho e Maria, aquilo poderia ter acontecido conosco. As personagens malvadas da narrativa passaram a rondar nossas noites. Quando apareceu o Chico Buarque (genial em melodias e genial em letras) cantando JOÃOZINHO E MARIA (1977) meus olhos marejaram, porque aqueles dois irmãos, a Miúcha e o Chico, eram muito parecidos com o casal de garotos da nossa casa. Logo depois, o casal de irmãos Caetano e Betãnia deram entrevista, dizendo que experimentaram o mesmo e não poderiam deixar de gravar a canção. Vale lembrar que essas três duplas de irmãos vivemos em comum o clima do final da guerra mundial. Quando fui a Estrasburgo, pedi ao João Vinícius que encostasse seu carro, em um de nossos passeios pelos arredores. Era para contemplar a Floresta Negra, quando, com a voz embargada, disse a ele: “aposto que o Joãozinho e a Maria ainda estão no meio daquelas árvores”. Foi dessa região que os irmãos Grimm recolheram essa antiga fábula e a publicaram em 1812. Bem mais tarde eu seria o historiador da medicina que interpretou as fábulas como medicina preventiva ágrafa

https://youtu.be/RQjbE_BIn9A

https://youtu.be/4Md_ibBIANs

 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

 

PAULO COSTA CAMPOS

João Amílcar Salgado

Com o falecimento do cultíssimo Paulo Costa Campos, em 21/2/22, Três Pontas perde o maior pesquisador recente da história da cidade. Seu livro DICIONÁRIO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE TRES PONTAS (2004) é fundamental para os estudiosos da memória de Minas. Este primo, muito meu amigo e inestimável colaborador, foi também professor, bancário e político, na ponta de uma continuidade de atenção aos necessitados, que remonta à Escola Sagrada Família, no século 19. Suas investigações genealógicas enriqueceram a crônica das famílias Bueno, Ferreira de Castro, Ferreira de Brito, Vieira da Silva, Abreu Salgado, Campos e Costa, tradicionais na região. Na biblioteca de cada uma delas e das demais deve ser resguardado carinhosamente este livro, ao lado de outras duas obras fundamentais: MAGNUS SACERDOS - CÔNEGO FRANCISCO DE PAULA VÍTOR (1946)) de João de Abreu Salgado, e HISTÓRIA DE TRÊS PONTAS (1980) de Amélio Garcia de Miranda.