MARCELO
GUIMARÃES – PARA ELE O PRÓ-ÁLCOOL SERIA OUTRO
João Amílcar Salgado
Entre
as dezenas de ilustres Marcelos Guimarães existentes pelo Brasil, há um cuja
memória deve ser preservada por todos nós. Aposentou-se da Petrobrás e foi
morar num sítio em Mateus Leme. Ali inventou um mini-alambique supersimples
capaz de produzir álcool ou cachaça com a pior cana-de-açúcar disponível. Eu
disse a ele que um funileiro de Barbacena tinha tido a mesma ideia e ele
respondeu: “então isso prova que o funileiro e eu achamos o rumo certo”. Os pais do nosso motor a álcool são Stumpt e
Vidal. Marcelo, porém, queria o álcool produzido em chácaras e sítios, como o
dele, não só para uso próprio, mas a ser vendido livremente na beira das
estradas. Isso causaria uma reforma agrária automática. Marcamos uma audiência
com o recém-eleito presidente Lula e este disse: “Marcelão, vamos fazer esta
revolução mais adiante, se eu fizer isso logo agora, as petroleiras me botam
pra correr”. Importante, o sindicalista metalúrgico e o sindicalista petroleiro,
também genial inventor, foram amigos fraternais do nepomucenense Luiz Fernando
Maia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário