João Amílcar Salgado

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 


BENITO BAD BUNNY – QUE GRATA SURPRESA!

Na revista National Geographic li sobre uma comunidade oculta entre montanhas texanas que era um fóssil sociológico, inclusive falava o espanhol do tempo de Cervantes. Bem mais tarde, em Houston, contestei um historiador local que dizia ser o Alamo marco da vitória contra invasores mexicanos. Acrescentei que o próprio Houston, para nós latinos, poderia ser classificado como genocida. Ele educadamente se desculpou. Recentemente Trump mudou, como dono do mundo, o nome do Golfo do México para Golfo dos EUA. Certa vez, um colega regressado dos EUA aconselhou quem pretendesse estagiar lá evitar, como ele, os latinos. Perguntei como conseguiu, se sua aparência era de chicano. Em Miami, na Universidade, expus nossa inovação no ensino e repeti várias vezes Florída, com acento no i, e não Flórida, e também Miami e não Maiami – com aplauso de estudantes e docentes. Visitando ali vários hospitais universitários, anotei uma hierarquia de auxiliares, para cada pavimento, de cima pra baixo: brancos, latinos, pretos e, no porão, asiáticos. Nas artes, anotei que gente de sucesso, até mesmo italianos, anglicizavam seu nome para a mídia. Francesco Alberto era Frank Sinatra, Concetta Franconero era Connie Francis, Antonio Benedetto era Tony Bennett, enquanto os mexicanos Antonio Oaxaca era Anthony Quinn e Margarita Cansino era Rita Hayworth. As canções latinas Comme d'Habitude e O Sole Mio são travestidas em My Way e It´s Now or Never. Agora, súbito, o popstar porto-riquenho Bad Bunny (Benito, por enquanto anglicizado), lava a alma dos latinos em estrondoso show, na final do futebol americano (NFL), proclamando, EM ESPANHOL, seu orgulho ibero-americano.

https://youtu.be/kJl2ICLpj00

https://youtu.be/eQSNVBLTXYY

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