João Amílcar Salgado

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

 


ESCOLINHA RADIOFÔNICA E TELEVISIVA

João Amílcar Salgado

Um admirador opinou que meu livro O RISO DOURADO DA VILA (2020), em seu aspecto de humor estudantil, deve ser incluído no estudo pedagógico do fenômeno radiofônico e televisivo das ESCOLINHAS. Em palestra que fiz no Senado sobre a então recente proposta do PROVÃO (embrião do ENEM), afirmei que o Ministério da Educação de FHC, em sua calamitosa desorientação, não passava de mais uma de nossas populares ESCOLINHAS. Lembrei ali ter participado de uma reunião de reitores, como assessor de Cid Veloso. Concluí horrorizado que o então reitor da USP José Goldenberg (cujo assessor era Paulo Renato) e o reitor da UFBA Germano Tabacof deram um show de completa ignorância pedagógica. Por sinal, essa reunião se dera na UnB, onde, no final da ditadura, o reitor, para ser reitor, apresentou o diploma de “capitão de mar-e-guerra” – evidente escárnio a Darcy Ribeiro e a Anísio Teixeira, fundador e 1º reitor e seu vice.

A  Escolinha (“da Dona Olinda”) foi inventada pelo genial humorista Nhô Totico (Vital Fernandes da Silva, 1903-1996). Em vez de vários artistas representando cada aluno, cada qual era ele mesmo. Recebeu o Troféu Roquete Pinto em 1950.  Foi adaptada para a tv por Chico Anísio e por Ronald Golias - e para o país, segundo Tancredo Neves, por FHC.

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