ESCOLINHA
RADIOFÔNICA E TELEVISIVA
João
Amílcar Salgado
Um admirador opinou
que meu livro O RISO DOURADO DA VILA (2020), em seu aspecto de humor
estudantil, deve ser incluído no estudo pedagógico do fenômeno radiofônico e
televisivo das ESCOLINHAS. Em palestra que fiz no Senado sobre a então recente proposta
do PROVÃO (embrião do ENEM), afirmei que o Ministério da Educação de FHC, em
sua calamitosa desorientação, não passava de mais uma de nossas populares
ESCOLINHAS. Lembrei ali ter participado de uma reunião de reitores, como
assessor de Cid Veloso. Concluí horrorizado que o então reitor da USP José Goldenberg
(cujo assessor era Paulo Renato) e o reitor da UFBA Germano Tabacof deram um
show de completa ignorância pedagógica. Por sinal, essa reunião se dera na UnB,
onde, no final da ditadura, o reitor, para ser reitor, apresentou o diploma de “capitão
de mar-e-guerra” – evidente escárnio a Darcy Ribeiro e a Anísio Teixeira, fundador
e 1º reitor e seu vice.
A Escolinha (“da Dona Olinda”) foi inventada
pelo genial humorista Nhô Totico (Vital Fernandes da Silva, 1903-1996). Em vez
de vários artistas representando cada aluno, cada qual era ele mesmo. Recebeu o
Troféu Roquete Pinto em 1950. Foi adaptada
para a tv por Chico Anísio e por Ronald Golias - e para o país, segundo
Tancredo Neves, por FHC.
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