FOLIA DE REIS
INFANTIL DA VILA, CERCA DE 1946
João Amílcar Salgado
Iniciativa dos próprios meninos. As pessoas aplaudiam
mas ninguém fotografou.
ROBERTO DRUMMOND – SUA ESTÁTUA FOI VANDALIZADA
João
Amílcar Salgado
Em 22/12/25 a estátua de Roberto Drummond, na praça
da Savassi, foi vandalizada. Roberto está ligado a Nepomuceno através da
carreira de nosso artista Jarbas Juarez, desde a revista Alterosa, e da amizade
comigo. Roberto era diretor do Diário de Minas e pagava tiras de cartum para
que o Jarbas narrasse as aventuras do Nosaurinho, um dinossauro malandro. A
descontinuidade levou à ameaça de desligamento do autor, que alegou ser sua criatividade incompatível
com qualquer calendário. Em conciliação, propôs ser substituído por um amigo
muito jovem, muito magro na época e muito talentoso, o Henriquinho. Com isso
inaugurou a carreira do Henfil (Henrique
Filho). Há a lenda de que seu livro HILDA FURACÃO (1991)
surgiu de nossa conversa na barbearia do Gonçalves e do Tite, sobre o
romantismo dos anos dourados. Foi quando mencionei a fofoca murmurada por
direitistas católicos (TFP) de que o frei Mateus teria frequentado furtivamente
a zona boemia. E o Roberto, como tremendo ficcionista, teria exclamado: vou
ligar o frei à Hilda. Minha arriscada proposta era mais que isso: incluir no
enredo a hipótese de que a Hilda era neta ou bisneta do bandoleiro
nepomucenense Urias Maia. O querido Roberto está ligado para sempre à
história do Atlético Mineiro pelo tropo: SE HOUVER UMA CAMISA PRETA E BRANCA PENDURADA NO
VARAL DURANTE UMA TEMPESTADE, O ATLETICANO TORCE CONTRA O VENTO.
Roberto morava na rua Rio Grande do Norte e eu, na rua vizinha. No
meu prédio morava, meu querido colega médico, José Coelho de Santana,
exatamente o pai do genial Leo Santana, que esculpiu o Roberto. Este iniciou um
edema pulmonar, achou que era gripe e um colega da redação lhe ofereceu uma
cartela de antigripal, com alto teor de efedrina. Ele, achando que a gripe era
forte, ingeriu dois comprimidos e faleceu.
BRILHO BRASILEIRO: NÃO SOMOS
TÃO INFERIORES ASSIM
João Amílcar Salgado
A brasileira Lia Medeiros é notícia hoje, 13/4/23,
porque participou da façanha de obter a foto mais nítida de um buraco negro.
Lia é paulista, mas morou quatro anos em BH e ninguém faz isso
impunemente. Daí que é viciada em pão de queijo, sua delícia diária nos EUA.
Diz ter orgulho de pesquisar no mesmo prédio onde Einstein pesquisou, na
Universidade de Princeton, Nova Jersei. Coincide que a evidência do buraco
negro deriva da matemática do alemão.
Nos
jardins de Princeton outro brasileiro esteve com Einstein. O
incrível médico mineiro Antônio da Silva Melo, diplomado em Berlim, participou
da recepção ao alemão, quando este esteve no Brasil, em 1925. Espantosamente, o
levou a ingerir uma feijoada (ver meu texto sobre isso). Mais tarde, Antônio
visita Princeton, supondo que o Albert não o reconheceria. Ao chegar, o
juizforano se alegra, pois está por ali o homem da relatividade. Este encara o
visitante e abre os braços para um saudoso reencontro.
REPRODUZO ESTE TEXTO DE 2023,
AGORA EM DEZ/25, PORQUE DOIS OUTROS BRASILEIROS ACABAM DE RECEBER O RECONHECIMENTO INTERNACIONAL
1) O BRASILEIRO LUCIANO MOREIRA É APONTADO PELO PERIÓDICO
CIENTÍFICO “NATURE” ENTRE OS 10
CIENTISTAS MAIS IMPORTANTES DE 2025 E 2) O MINISTRO BRASILEIRO ALEXANDRE DE
MORAIS É TAMBÉM APONTADO COMO UMA DAS 25 PESSOAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO EM
2025, PELO JORNAL BRITANICO “FINANCIAL TIMES”.
ALÉM DISSO, TEMOS
3) O PAGAMENTO INSTANTÂNEO (PIX), GRATUITO PARA PESSOAS FÍSICAS, É
ELOGIADO INTERNACIONALMENTE COMO UMA CRIAÇÁO ORIGINAL BRASILEIRA.
4) “O AGENTE SECRETO”, FILME ESTRELADO POR WAGNER MOURA E
DIRIGIDO POR KLEBER MENDONÇA, É SUCESSO INTERNACIONAL EM 2025 - DE MODO
SEMELHANTE AO FILME “AINDA ESTOU AQUI” PREMIADO PELO OSCAR EM 2024,
ESTRELADO PELO NEPOMUCENSE ADOTIVO SELTON MELO.
5) O BRASIL CONTINUA SENDO O MAIOR EXPORTADOR MUNDIAL DE PROTEÍNA
ANIMAL E TAMBÉM DE SOJA, CAFÉ, AÇÚCAR, SUCO DE LARANJA, ALGODÃO, CELULOSE E
NIÓBIO, SENDO O 2º MAIOR EXPORTADOR DE FERRO, A 2ª MAIOR RESERVA DE TERRAS
RARAS E O 3º MAIOR PRODUTOR DE FRUTAS.
LEÃO 14 EM NICEIA
João Amílcar Salgado
Leão
14 acaba de visitar Niceia (28/11/25) e isso me remete a meus estudos de
filosofia, pedagogia e história da medicina. O concílio de Niceia, em 325, sob
Constantino, estatuiu o credo católico, dogmatizando a divindade do filho de
Deus. Décadas depois, em 510, Boécio especificou a santíssima Trindade em “De
Trinitate”. Muito me emocionou a descoberta, em 2013, da ruína submersa da basílica
conciliar de Niceia, que também emocionou o papa. Estudei o início da medicina ocidental, quando,
na época desse concilio, ela se distanciou do dogmatismo religioso. Isso
ocorreu em Nisibe, localidade próxima, onde religiosos acusados de hereges e
jurados de morte, usaram de incrível habilidade para contornar ameaças e
conflitos: criaram instituições leigas
adogmáticas, dedicadas ao cuidado de enfermos. Os médicos aí formados ficaram
tão famosos que foram chamados, em 762, a Bagdá pelo califa Al Mansur, donde a
medicina abássida se transformou na medicina do ocidente. A competência médica ali
concentrada adveio de seletas práticas hipocráticas, de riquíssimas bibliotecas
e da tradução de textos medicinais de todas as línguas. Além de Nisibe,
institutos similares, protegidos por dirigentes esclarecidos ou liderados por
homens geniais, como Santo Efraim, devem ser lembrados. Cito especialmente dois:
a proto-universidade persa de Bendosabora, fundada pelo xá Sapor, em 271, e, na
Europa, o Mosteiro de Vivarium, fundado, no século 6º, pelo genial romano Cassiodoro,
na Calábria.
Já
para minha proposta de equipe mínima de três médicos, destinada a pequenas
cidades, cheguei a Boécio e à virtude do grupo de três. Em outro texto, exponho
o resumo desta numerologia.
A COP30 E A ANTI-CIÊNCIA
João Amílcar Salgado
A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, de
novembro de 2025), realizada em Belém do Pará, foi boicotada pelo governo dos
EUA, mas este país foi muito bem representado por Gavin Newsom, governador da
California – o Estado mais rico, mais democrático e onde há brilhante produção
tecnológica. Outros representantes ianques do mesmo nível participaram. Eu, que
faço parte da maioria dos cientistas de todas as nações, estudo os
negacionistas dos pontos de vista histórico e filosófico. O negacionismo é
velho na história, mas é novo no uso de redes de comunicação coletiva. Estou
focado não em sua estupidez, mas na tremenda ameaça que representa à
sobrevivência da humanidade.
FOTO DE
NEWSOM
NEPOMUCENO E BALAZAR
João Amílcar Salgado
Em 2010 publiquei um resumo da história
de Lavras e de Nepomuceno, no qual afirmo que o fundador de Lavras é Luiz Gomes
Salgado e que o fundador de três de suas principais famílias é Manuel da Costa
Vale, casado com Maria do Rosário Pedroso de Morais. Os descendentes
nepomucenenses desse casal são Costa, Pedroso, Morais, Ferreira, Ribeiro, Sales, Lima, Lima Pádua, Lima Costa, Lima
Rabelo, Ribeiro Lima, Corrêa Lima, Cambraia Lima, Oliveira Lima, Garcia Lima,
Veiga Lima, Barbosa Lima, Vilela Lima, Lima Salgado, Cardoso Vilela, Vilela
Teixeira, Vilela Salgado, Abreu Salgado, Teófilo Salgado, Salgado Lourençoni,
Salgado Andrade, Augusto Lourenção, Flávio Pimenta e Veiga Sales.
Recebi de Portugal a seguinte mensagem:
“Sou José Ferreira, do norte de Portugal e ando a estudar a freguesia de Balasar, onde nasceu Manuel da Costa,
que aí no Brasil ficou conhecido como Manoel da Costa Vale. Os pais de Manoel
da Costa Vale são ascendentes diretos da Beata Alexandrina Maria da Costa”. José
Ferreira publicou, em 2015, o livro BALASAR, NO SÉCULO DE D. BENTA, onde
encontramos a genealogia pregressa dos Costa Vale. Preciosíssima cópia foi-me
gentilmente presenteada por nosso ilustre primo Paulo Sales Silva. A citada
gente da Vila sabe então que tem uma santa em vias de canonização entre a
parentela.
Alexandrina Maria da Costa é uma
mística católica beatificada pelo papa João Paulo II em 2004, centenário de seu
natalício. Nasceu no povoado luso de Balazar, na cidade de Póvoa de Varzim, da
área metropolitana do Porto. Aos 14 anos, para fugir do estupro, se atirou do
alto de 4 metros, sofrendo lesões que a levaram a progressiva paralisia dos
membros, padecendo as dores da estigmatização. Ficou imobilizada por 26 anos,
até a morte em 1955. Convenceu o papa Pio 12 a consagrar o mundo ao Imaculado
Coração de Maria. Escreveu um diário intitulado MIGALHINHAS (2013, disponível na
Amazon).