João Amílcar Salgado

domingo, 16 de agosto de 2026

 


NÃO É IMPOSSÍVEL QUE O CRIOULO FORTUNATO JOSÉ (FEMINICIDA E CARRASCO) SEJA NOSSO PARENTE E NEPOMUCENENSE.

João Amílcar Salgado     

O enforcamento do crioulo Fortunato José deixou de acontecer porque acabara de falecer o carrasco oficial da Província de Minas Gerais. Houve a solução incomum de comutar a pena de morte de Fortunato. Ele  havia sido condenado em 1833, após assassinar sua senhora, Custódia de Jesus, na região da Vila de Lavras.  Em troca do enforcamento, ele deveria se tornar o novo carrasco oficial. Para isso, sua pena foi mudada para prisão perpétua (galés). Atuou como o principal algoz de Minas Gerais entre 1835 e 1874, enforcando 87 pessoas. Considerava-se um "empregado público" do Império. Passou o final de vida preso na antiga Cadeia Pública de Ouro Preto (hoje Museu da Inconfidência), onde faleceu já idoso em 1884. Curiosamente, Fortunato quase foi morto na prisão por Ignácio Cassange, um de seus sentenciados. Fortunato tinha o costume de dormir na mesma cela que os condenados, na noite anterior à execução. Na madrugada de 22/9/1838, Ignácio desferiu profundos golpes de navalha contra Fortunato, que sobreviveu, enquanto o agressor foi enforcado por outro carrasco na vila de Sabará.

  1. Caso sejam achados os restos mortais de Fortunato, seu DNA poderá ser comparado com o de descendentes de quilombolas nepomucenenses
  2.  

 

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