João Amílcar Salgado

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

 

ABEL FIGUEIREDO ROSSI

João Amílcar Salgado

 

Entre os internos do colégio marista em Varginha, fiquei feliz ao encontrar dois irmãos de Coqueiral: Abel e Reginaldo, portadores do mais irremovível sotaque das nossas cidades. Mais alegre fiquei quando me disseram que tinham sido alunos e eram fãs da tia Cotinha em Santana da Vargem. O Antônio do Banico, marido dela, era parente deles. O Juca, pai deles, foi o difusor do gir em nossa região. O Elpídio Rodrigues comprou dele um magnífico exemplar e o mostrou a meu pai, no curral que tínhamos na rua João Inácio Dias, 416, fundo de nosso quintal.  O Reginaldo chegou a começar um namoro com minha irmã Maria. O Abel se diplomou primoroso médico dois anos depois de mim na UFMG. Foi ser anestesista e clínico em Sete Lagoas. Em sua fazenda em Inhauma continuou pecuarista do gir jaguané e criador de galo músico. Prometeu-me um casal mas não fui buscar. É vizinho de fazenda de outro médico sulmineiro, Caio Manso.  Como eu, tornou-se escritor, autor de livros com títulos curiosos:  O QUÊ QUE HÁ NA MORINGA DO MURIMBÁ e UM RECRUTA NA SORBONNE, que compõem nossa rica tradição literária.

Nenhum comentário:

Postar um comentário