COMO
A PF DESMONTOU ESQUEMA BILIONÁRIO NA MINERAÇÃO DE MG | PODCAST UOL
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NELSON ARAÚJO
DOUTOR HONORIS CAUSA EM LAVRAS
O jornalista
Nelson Araújo, âncora do programa Globo Rural, foi agraciado com o título de
doutor honoris causa pela Universidade Federal de Lavras, em 23/6/2026. Nada
mais merecido. O serviço que o Nelson e seu parceiro José Hamilton Ribeiro prestaram
à agricultura brasileira é imensurável. Tive o raro prazer de manter ótimos
encontros com o Nelson e com o Zé. Um
belo dia topo com o Nelson na fazenda
Jaguara Velha onde almoçamos ele, o Ajax, a Leila e eu. Ali no Rio das
Velhas esperávamos os caiaques da expedição que em 2017 recapitulou a de Burton
ocorrida em 1867. Nos dias 28, 29 e 30 de
setembro e 01 de outubro de 2017, pelo Projeto Manuelzão, três
navegadores percorreram de caiaque os 804 km do rio, para avaliar sua
degradação e interagir com as comunidades ribeirinhas. Na conversa com o Nelson,
disse a ele de sua provável origem mineira. Posteriormente lhe mandei o estudo
de minha prima Maria Ãngela Araújo Caiafa Lagoa sobre nossos Araújos e também
exemplares de meus livros.
POSTAGEM DE CARLOS AMÍLCAR SALGADO
Em 30/5/26, participei da
reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), espaço estratégico de
pactuação do Sistema Único de Saúde, onde União, estados e municípios constroem
conjuntamente os caminhos da saúde pública brasileira.
A reunião foi marcada por decisões relevantes para o fortalecimento do
SUS, entre elas a pactuação de uma política inédita de atenção à população em
situação de rua, reafirmando o compromisso do sistema com a equidade, a
inclusão e a proteção das pessoas em maior vulnerabilidade social.
Também avançamos na modernização da Assistência Farmacêutica em
Oncologia, com a pactuação de diretrizes que contribuirão para ampliar a
organização, a segurança e a continuidade do acesso aos medicamentos
oncológicos em todo o país.
Outro destaque foi a instituição da Câmara Técnica de Dispositivos
Médicos, que apoiará a estruturação dos investimentos estratégicos nessa área
para o SUS.
Ao final da reunião, o Secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais,
Fábio Baccheretti, anunciou a desospitalização dos últimos internos do antigo
Hospital Colônia de Barbacena, um dos símbolos mais dolorosos da história da
assistência psiquiátrica brasileira.
Na sequência, leu o “Discurso para todos os homens, exceto os loucos”,
inscrito em uma placa do Museu da Loucura, em Barbacena.
Nesse momento, fui tomado por profunda emoção, pois esse poema é de
autoria de meu pai, João Amílcar Salgado.
A obra aborda a exclusão no contexto do desenvolvimento da civilização,
evidenciando a falta de solidariedade e o isolamento imposto aos loucos.
Transcrevo aqui em sua íntegra o poema:
“Discurso para todos os homens, exceto os loucos
Quando o homem teve consciência de que dominava a agricultura, ele
condenou o infanticidio, exceto o assassinato da criança louca.
Quando o homem teve consciência de que era capaz de civilizar-se, ele
condenou o homicídio, exceto o assassinato do adulto louco.
Quando o homem teve consciência de que fazia parte do gênero humano, ele
inventou a solidariedade, exceto para com o homem louco.
Quando o homem propôs indulgência para quem beijasse uma ferida, ele
inventou o hospital, exceto o asilo de loucos.
Quando o homem levou milhares de anos para ter consciência de sua razão,
ele ousou declarar universais os direitos de qualquer homem, exceto os dos
loucos.
Quando o homem teve consciência de que os agrupamentos humanos dispunham
cada vez mais de conforto e lazer, maior foi sua necessidade de se livrar da
presença e até da lembrança dos loucos - daí que a segregação dos loucos é
intrínseca e não contraditória a modernização da sociedade".
Há momentos em que a história institucional e a história pessoal se
encontram.
Ontem foi um deles!
O DILEMA
DE MARCO RUBIO
João
Amílcar Salgado
Em outubro de 1983, os EUA bombardearam a ilha de Granada no Caribe.
Foi um vexame para o presidente Ronald Reagan, pois atingiram um hospital
ligado a uma faculdade de medicina estadunidense offshore e mataram alguns
ianques que estavam na ilha. Isso aconteceu um ano depois da Guerra das
Malvinas, quando a Inglaterra bombardeou impiedosamente militares da ditadura
argentina. Margaret Thatcher ficou de saia justa, pois moralmente deveria ter
bombardeado em revide os invasores de sua ex-colõnia. Hoje suspeita-se que, na
conversa cordial, entre Trump e Xi, este deve ter comentado com aquele: se você
invadir Cuba não protestaremos, ao contrário, seria um ótimo pretexto para
invadirmos Taiwan. Seria a saia do Trump que ficaria justa.
Em 1983 surpreendi gente da OPAS/OMS e da fundação Kellogg com a
novidade de que os EUA, em vez de coibirem as faculdades lucrativas de medicina as
estavam canalizando para empreendimentos offshore, um deles em Granada. Para a
invasão da ilha, esqueceram de avisar Henry Kissinger, o diabólico arquiteto de
tantos outros crimes, que estava por trás do extemporâneo bombardeio. Um
surpreso especialista disse que eu estava delirando, pois era a primeira vez
que ouvia a palavra offshore. Dias depois veio pedir-me desculpas, pois acabara
de ser informado de um projeto de curso de medicina offshore na Amazônia.
A coisa já existia no mundo financeiro, em que os paraísos fiscais
não passam de escape offshore para ladrões de grande porte. Minas Gerais cedo
conheceu o paraíso fiscal luxemburguês. A serviço dos paraísos fiscais foram
inventadas as fintechs e as criptomoedas, inclusive oportunas aproveitadoras da IA. E estamos agora
estarrecidos com o offshore inverso. Os EUA de Trump é o offshore bilionário de
bandidos de todas as espécies e de todos os países. Neste momento, há grande expectativa de que Marco
Rúbio, filho de exilados cubanos, com base na simetria Cuba/Taiwan, declare
terroristas as máfias italiana, russa, chinesa e japonesa, juntamente com os
carteis mexicanos e colombianos – todos com ramificação dentro dos EUA.
Na foto.
GRANADA, REAGAN, THATCHER, KISSINGER, XI e TRUMP
CRITÉRIOS
PARA A INSTALAÇÃO DE UM CTI
João Amílcar Salgado
O Luiz Eduardo Miranda Gonzaga, colega e amigo, me perguntou sobre
o critério para a criação de um CTI. Respondi que o único critério é a
necessidade. Vamos lembrar o surgimento da tecnologia médica. Os instrumentos de
madeira, osso, pedra ou metal, foram desenvolvidos ao longo dos milênios, como a pinça, a sonda, a seringa, a lanceta, a
ventosa, o sarjador, o termômetro, o estetoscópio, o bulbo, a lupa, o
esfigmomanômetro, o eletrocardiógrafo e os endoscópios. Cada invenção ou cada
aperfeiçoamento era avaramente trancado contra o furto ou a cópia - e com o fim
de algum lucro. Aos poucos eram simplificados para afinal serem acondicionados
na maleta do terapeuta. Um de meus estudos, para a tese de doutorado, foi sobre
tecnologia simplificada e descentralizável ou periferizável. Eu mesmo
participei do advento da periferização do laboratório clínico e da
miniaturização do eletrocardiógrafo, bem como da busca do ultrassonógrafo
manual e da flexibilização do endoscópio. Ainda não atingimos o mesmo para a
tomografia. Como antes referi, participei da instalação do primeiro CTI
brasileiro na UFMG, e, nele, do primeiro tratamento intensivo, com sucesso, de
tétano grave e ainda os primeiros casos
de ofidismo e raiva. Também instalamos o primeiro tratamento intermediário,
depois chamado semi-intensivo. Um dos primeiros pacientes era nepomucenense,
como o do tétano. Os tratamentos
intensivo, semi-intensivo e básico compõem o Cuidado Progressivo do Doente
defendido pela OPAS/OMS, de que me tornei referência.
Respondi ao Luiz, admirável combatente pela atenção à saúde, que o
único critério é a necessidade, mas, na medicina comercial, os planejadores só
instalam um CTI, em algum lugar menor ou remoto, se o lucro certo for bem alto.
REGINALDO LOPES
João Amílcar Salgado
No
dia do trabalho de 2026, Nepomuceno recebeu condignamente a visita do deputado
federal Reginaldo Lopes, acompanhado de correligionários e amigos. Foi
recepcionado na Câmara e participou de um churrasco na residência de seu
fraterno companheiro de governo federal, Carlos Amílcar. Após o evento no
legislativo, fez questão de visitar a Santa Casa. Mostrou-se particularmente
impressionado com os efeitos da alta dotação oferecida pelo Dr Carlos. Ficou
tão entusiasmado que ofereceu de sua parte a verba adicional necessária para
dotar nossa cidade de um CTI, dentro dos próximos meses. Como participante do
atendimento ali, desde os tempos de estudante de medicina, fiquei emocionado
com a concretização desse imprescindível avanço tecnológico, sugerido por mim desde
antes da pandemia. Lembro que, logo eu, um dos fundadores do primeiro CTI
completo do país, patrocinado pela OPAS/OMS, em 1969. Foi então que internei
ali um caso grave de tétano em um menino nepomucenense, o primeiro tétano salvo
em CTI no Brasil. Faço mais uma sugestão.
Que, na inauguração do CTI, o brilhante deputado Reginaldo Lopes seja brindado
com o título de cidadão honorário desta cidade, este estimadíssimo nosso quase
conterrâneo, nascido na cidade vizinha e irmã de Bom Sucesso. Culto, excelente
orador, muito hábil no diálogo político e elogiado até por adversários.
GEL ERÓTICO DE VENENO DE ARMADEIRA
MARIA ELENA BABÃO
Bem antes do surgimento do viagra, a UFMG já
estudava o priapismo causado pela picada da aranha armadeira. O notável
cientista Carlos Ribeiro Diniz me pediu para ligar a um pesquisador de Ribeirão
Preto a quem fez a sugestão de estudar o tema. A resposta foi que aquilo era
sigiloso e só mais tarde ele comunicaria seu estudo. Diante disso, por influência de Diniz, a UFMG
passou a uma série de pesquisas que foram muito exitosas, culminando com o
lançamento do gel de derivado do veneno. O grupo de pesquisadores é liderado
pela neurocientista Maria Elena de Lima, diplomada em bioquímica em Uberlandia.
Quando foi lançado o viagra, o Babão, meu
querido amigo e consagrado humorista da Vila, me procurou para saber quando
seria lançado o remédio para uso tópico. Respondi que tentaram, mas não deu
certo. Disse-lhe que mais cedo ou mais tarde a coisa seria desenvolvida. Ele
exclamou: espero estar ainda vivo nesse dia!
Ele não alcançou, mas suspeito de seu
priapismo póstumo.